quarta-feira, 6 de novembro de 2013

"Os canalhas também envelhecem"

Começo esse texto com uma frase que tanto gosto e nunca lembro de quem a recitou:

“Os canalhas também envelhecem!”

Começo assim, por conta de pessoas que ao verem “velhinhos” e “velhinhas” na rua dizem: ai que pecado! Coitados, não tem pra onde ir...vítimas da sociedade, com falta de oportunidade....

Pois bem, você pensa errado!
Os canalhas também envelhecem! Eles podem ter sido uns grandíssimos filhos da puta a vida toda, e simplesmente envelheceram, e isso não os tornam pessoas melhores, ou pior, isso os tornam canalhas com mais experiências!

Posso parecer descrente com muita coisa e muita gente, com os pensamentos que aqui hoje vou contar, mas espero que esse não seja o caso. Creio em pessoas que querem fazer o bem, que buscam vidas e oportunidades, e não naquelas que sentam sua bunda no chão na rua e pedem moedas...

Acabo de ter conflitos de idéias com um grande amigo meu, ao ver uma matéria onde um design criou uma casa portátil de papelão...tipo uma “cabaninha” para moradores de rua (foto abaixo). Pois bem. Não, eu não sou muito a favor, não na cidade em que vivo, na região em que moro, e querem saber porque? Porque muitos, e eu digo isso com algum conhecimento de causa, muitos estão nessa vida porque querem. Já conversei com alguns, questionei outros e muitas das respostas foram: “larguei minha família, porque eles não me aceitavam como sou”. E esse “como sou” tem um outro significado: Vícios!
Vícios pela bebida (em principal), vício pelas drogas, vício pela vagabundagem!

 

Muitos deles não querem saber de ir pra abrigos, onde são obrigados a se recolherem cedo, com horários, filas e obrigações. Querem liberdade, querem ficar altas horas na ruas, pra usarem todo tipo de drogas, desde bebida a crack.

Não estou dizendo que essas pessoas devem ser tratadas como lixos, pelo contrário, minha idéia é que as opções pra eles, sejam claras e funcionais: vocês terão lugares em abrigos e estarão seguros lá. Isso sim acho válido. Agora dar onde ficar, como quer, do jeito que quer, cria, na minha opinião um comodismo sem tamanho, uma cadeia de situações desconfortáveis a todos.
Primeiro a eles, que vão se acomodar com a situação e não vão buscar melhoras na vida. Segundo pela segurança dos demais moradores dessas regiões onde se abrigam, porque há muita briga, há assaltos, há intimidações...intimidações essas que muitas vezes já me fizeram deixar de passar pela calçada da minha casa, porque ali estavam instalados, dando a eles o olhar de “donos da rua”.

Sei que não posso generalizar, mas quantas vezes já não me peguei pensando: porque não vão em algum lugar oferecer mão de obra, fazer bico, garantir seu lugar em albergues, pedir comida ao invés de dinheiro...pq?
As vezes eu mesmo respondo: porque é cômodo. Porque os vícios os dominaram. E isso eu digo para pessoas de qlq idade e não só os velhos. Há muitos jovens com muita força ainda pra arrumar briga numa rua por seu espaço, mas estes mesmo jovens não usam essa força pra trabalhar, oferecer mão de obra e ir a luta. Afinal eles tem suas “barraquinhas”, quem os dê esmolas e sua pedrinha ou uma “barrigudinha” de cachaça pra se aquecer e esquecer da vida que levam.



 
Então Luana, você acha que todos que estão na rua são vagabundos, que não querem saber de nada?
Todos não, a maioria, eu disse!
Mas e os outros que você acha que não estão vagabundiando, quem são?
Os outros pra mim são aqueles que saem de suas terras, em busca de oportunidades e promessas que acreditam ter em SP. Que vem pra cá com 50 reais no bolso e não conseguem nada. Desses sim tenho sentimento de solidariedade, desses que mesmo se deparando com outra realidade, continuam lutando!
E são esses que temos que oferecer ajuda. Aos demais? Vão se foderem!

Quem quer vai a luta!

“Não adianta olhar pro céu, com muita fé e pouca luta”!

Nenhum comentário:

Postar um comentário