quarta-feira, 24 de setembro de 2014

E num é que existe amor em SP?

O coração. A mudança.

É um mix. Como não ser?
Há um ano e meio atrás minha vida era outra.
Nada melhor do que é hoje.
Hoje tem vida.... "Eu vejo flores em você...”(Odeio Ira).
Me apaixonei sem saber que aquilo era paixão, amor. Amor não conhecia mais.
Ele chegou com a sua sensibilidade e confiança que me transmitiu via osmose.
Ali soube que eu poderia ter calma, carinho e paciência de reaprender com amor. De reaprender a ter carinho e delicadeza pra vida, pras pessoas.
Como eu o amo hoje!!!
Sentimento transborda, com tanta certeza de amor, cumplicidade, carinho, companheirismo que me conforta. Antes assustava. Hoje me exala sabedoria de amor. De amar.
Aprendizado e compartilhamento de sabedoria.
Ele é o homem que admiro. Que respeito. Pq me transmite isso. 
Quero sempre sentir isso. Dar orgulho, e das orgulho as vezes é mais satisfatório do que ter. Ou melhor, é o certo. Orgulho próprio cega. Quem compartilha, multiplica. No mínimo duplica (Dupla de dois)... rs
Ele é meu segundo patinho da lagoa.
Ele é meu S2.
Te amo Xu.
Te amo Jonathan ( ....da nova geração).
Lindo meu.

Mãe só tem uma, e você tb é único.

Aquele momento da vida que vc se convence de si mesmo que é capaz.
Aquele momento que vc sabe que pode colocar o pau na mesa e dizer: Eu sou foda. Foda no que faço.
Não é fácil pra mim ter esse reconhecimento próprio por achar que sempre sei pouco. Há muitos picaretas por ai...ou nem isso, vulgo espertos. Mas quem sabe eles não estejam certos?
Minha cautela, meu aprendizado e valorização da profissional. O emocional pode ser abalado mas que isso não balancei minha certeza.
Como me sinto confiante escrevendo. Na vida, como é difícil ter a “mãnha” da prática.
Há quem diga adjetivos dos quais não acreditamos que temos. Burrice. Somos.
Tenho pra mim que por mais dura que seja a transparência do que vc é, do que vc quer, facilita a vida. Pq tudo tem seu tempo.
Certa vez minha mãe brigou comigo quando eu disse que uma amiga mentia na iade para participar de uma competição de natação. Eu queria competir, eu sabia, eu podia. Na hora minha mãe me orientou da seguinte maneira: Vc não vai caguetar um amigo por orgulho próprio. Vc não se meta, vc sabe que é capaz, mas se ela o fez vc não tem nada a ver com isso.
No final?
Minha amiga perdeu. O nervosismo a tomou e ela não desempenhou bem. Cagou com a competição.
Moral da história: Segura a onda (como minha mãe sempre disse) , pq se alguém estiver fazendo algo errado, mais cedo ou mais tarde a vida cobra. Te mostra. E te faz entender que é só uma questão de tempo. Faça o seu. Seja vc. E nunca caguete um amigo.

Obrigada mãe.
Fim

sábado, 16 de agosto de 2014

Ouvir e sentir

Os cheiros e os sons.
Como não amar?

Ouço Cassia Eller, acústico MTV, me lembro de quando ouvia esse álbum inteiro com a minha mãe. Além dele havia o "Eric Clapton", "Família Jobim", "Marina Lima", "Charlie Brown Jr." e um cd do "Mc Donald's" que tinha um monte de artista misturado.
Ali foi minha base, dos meus 07 anos  até os de hoje, vejo que as músicas ali que me foram apresentadas, seriam para a vida toda.
Minha mãe cozinhando, eu no meu quarto arrumando minha bagunça da semana, ou fazendo lição de casa...ali estava ela: minha mãe. Ali me espelhei, ali senti verdade, segurança, amor. Quanto agradecimento....Não cabe em mim... Aquele cheirinho de comida de mãe saindo...e vc ali, fazendo bobagens da vida.
No meio da situação a música que vc colocou pra tocar diz: "...faça um filho comigo, só não me deixe sentar na poltrona no dia de domingo.." Sua mãe vira e diz: "Nossa! hahahahha olha isso, adorei"! Rir, relembrar, e saudar esse momento como um dos principais da sua vida é mto bom.
Tantas memórias que os dedos não acompanham.
Fico por aqui.

sábado, 14 de junho de 2014

Um dia, simplesmente um dia.

Como eu pude um dia achar que a vida não é boa?
Duvidando de uma das coisas mais "da hora", a vida!
E ela é feita de momentos, e de todos os tipos, até os mais doloridos. Mas como diz a sábia filosofia popular: "O que não mata, fortalece"!
Seja como for, ou melhor foi...sempre haverá mais um dia, e outro, e mais outro e quando você vai ver, passou....simplesmente passou.
Passaram-se os piores momentos, passaram os melhores, passaram pessoas, passaram dificuldades, passaram preocupações (ou pelo menos trocamos elas)...enfim, seja como for...o melhor sempre é o que está sendo. Agora.
Poder olhar para a vida com olhos sem mágoas, com olhos de esperança, com olhos de confiança, olhos de criança...isso é tão bom. A alma ilumina, a vida flui e o sorriso sai.
Você se torra otimista, como nunca  foi. Até com o que acredita estar perdido (isso é Brasil?).
Bom é olhar para o céu a caminho de mais um dia de trabalho, tentar entre os prédios ver aquele pontinho azul, com as nuvens passando dando passagem aos raios de sol. Seu caminho ilumina. Ver e notar pequenas coisas da vida é fabuloso. Você nota belezas pequenas, puras e verdadeiras.
Você sair de mais um dia de trabalho stressante, entrar no seu carro e ir pra sua casa, ao som de uma boa música, aquela que te faz dançar, ao parar no trânsito, está você ali rindo sozinha com a bobeira que pensou, cantando, e o carro do lado ao seu no trânsito uma pessoa de cara amarga, surpresa com seu comportamento, mas ao mesmo tempo curiosa. E tenho pra mim que rola uma "inveja", não pessoal, mas inconsciente . "Felicidade muitas vezes é confundida com loucura", não sei se é de alguém essa frase mas descobri por mim mesma que é.
"Como essa pessoa está andando na rua assobiando, cantando alto? Deve tá louca!".
Oi? Louca, essa pessoa está tendo comportamentos felizes e ela está louca? Loucura pra mim é andar sem olhar, ter medo e de tudo duvidar... De achar normal uma briga na rua, mas uma pessoa rindo é duvidoso. Quanta alienação.
Felicidade não deve ser o objetivo, mas sim estilo de vida.
Rotina também tem sua "graça", cansa? Cansa! Mas te traz segurança, estabilidade, controle.
Você saber que pode ao fim de um dia deitar na sua cama ao lado da pessoa que ama, receber aquele cafuné de boa noite, isso é paz! Mais um dia, missão cumprida e nada como estar aqui. É isso.É simplesmente isso. "I have a good day"
Fim.


quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

“Os cães farejam medo”


Moro no centro há quase 26 anos. Ou pelo menos desde que me conheço por gente.
Santa Cecília, Campos Elíseos, Barra Funda ou Marechal, pode escolher o bairro do meu CEP, mas essas são suas possíveis opções.

Ao falar para amigos, colegas e conhecidos que moro ali, no foco, no centrão, na “cidade” como alguns chamam, muitos me perguntam: “Nossa deve ser foda morar ali né?”, “Você não tem um pouco de medo?”, “Eu acho que nunca conseguiria morar ali”, dentre outras perguntas e comentários.
Quando ouço isso, logo penso: “Você não sabe do que está falando.” E então pra alguns me dou o trabalho de explicar, assim como você que está lendo agora esse texto e vai entender um pouco essa vida de “centrista”.

Morar no centro é como estar numa escola da malandragem e comodismo ao mesmo tempo. Em alguns momentos você até se torna precavido demais ou neurótico quando vai para uma cidade pacata. Malandragem porque você tem que saber lidar com todo tipo de gente, a todo momento em diversas situações. E comodismo, porque você está perto de tudo, não tem costume de fazer compras do mês e pode buscar pão as 03:00 da manhã que está tudo certo.

Existem algumas “regrinhas” para se morar no centro, e por incrível que pareça, quando vejo alguém, eu percebo quem não é do centro, quem não mora na região. Como? Simples, pelas suas atitudes desesperadas ou pelas comportamento de “bobão”.
Um exemplo claro disso é quando estou dirigindo (a maior parte do tempo eu diria), ao avistar que o semáforo está para fechar, eu já reduzo a velocidade e mantenho uma distância da faixa de pedestres, sim, lá longe ás vezes, parando bem pra trás, você pode fazer isso, não há nenhuma lei do transito que vá te multar por isso! Assim, tenho um espaço bom para qualquer situação que possa acontecer, ficando mais fácil eu “dar no pé”, e evito que os “limpa vidros” / “Sujam vidros”(porque aquela água é mais suja que não sei o que)  se aproximem, pois eles vão ter que andar aquela distância, e quando você vai ver, tem o “bairrista” que passa por você, cola na faixa, se tornando alvo fácil, para supostamente limpar seu vidro, pedir dinheiro e afins... ai então, pessoa se borra de medo, e começa a acelerar pra cima da faixa, é de lei! E eu ali, na minha distância de boa, vejo e penso: “esse não manja nada do centro”.


É preciso “se ligar”, é preciso pegar as manhas e conhecer os pontos da cidade. Sei que isso leva tempo, ainda mais pra quem não mora ou convive lá, mas vai por mim, não fique “caçando borboletas”, faz cara de quem sabe tudo do centrão e se joga!

Nunca, eu disse, nunca, fui assaltada no centro. Quando mais nova vivia pra cima e pra baixo a pé, sem medo de ser feliz. Sempre com minhas precauções, claro. Mas sem medo de ir e vir. Porque ai está a chave do negócio: medo atrai. Como diria “O Rappa”: Os cães farejam medo.
Ande com a cabeça erguida, bolsa próxima de você, mas nada de enfiar a porra da bolsa tão próxima ao corpo que parece que está no seu colo feito bebê! Isso se torna um sinal de pouco conhecimento da região. Sério. São esses pequenos e bobos sinais que “caguetam” que você está fora do seu bairro, da sua área, “manja mano?” rs.
Ao andar de cabeça erguida, você vê as pessoas, você percebe de onde alguém pode vir. Cabeça abaixada ou dura que nem pau virada pra frente, vão te limitar. Saiba onde está, e quem está a sua volta, se previna, pense além.

Não tenha pressa demais, passos de “irmã de igreja” (porque usam saias que não deixam dar passos largos / nada contra) com cú na mão, é outro grande sinal de que está se “borrando” e se for assaltada não saberá nem pra onde correr. Ande firme, atento e confiante. Isso afasta quem pode pensar que você é um alvo fácil.

Ao se sentir ameaçado por qualquer situação ou pessoa, entre no comércio mais próximo, espere que a pessoa passe/desista, e então siga seu rumo, nada de desespero, demonstre “ligeirice”.

Rua escura? Sim, sempre bom evitar, afinal nem mesmo eu que moro no centro tenho visão noturna, do tipo verde, como em filmes. Mas também não é o fim do mundo e ninguém vai ficar ali esperando VOCÊ passar. Sim, porque muitas pessoas acham que no centro todo mundo está ali né, de bobeira só esperando o bote, e claro, esperando você (#sqn). Não, o centro não pára e as pessoas também não.

É isso, por enquanto.

Ah! Só mais uma coisa: utilize o farol alto, a noite, quando estiver passando no amarelo, ou até mesmo num cruzamento onde a preferencial é sua. As pessoas “cagonas” que estão andando no centro - tá bom vai, cagonas não, com pouca experiência - elas sempre aceleram e não esperam o seu sinal fechar por completo para que possam cruzar. Usando a famosa”piscadinha” do farol alto, a pessoa te vê e espera, ou ao contrário, se for você quiser acelerar. Sim, isso já me fez evitar muitos acidentes!



E pra finalizar: Se for parado por policiais, não minta, por mais dura que seja a verdade, ou que possa te foder, a verdade, com eles, sempre ajuda. Porque de mentiroso o mundo está cheio e eles tem diploma contra a maioria. Mas ai já é assunto para outro texto por aqui.

Obs.: Sei que no meu tempo de menina “andarilha” do centro, a situação era melhor, hoje o crack, a bolsa família, a bolsa marmita, bolsa de água quente, enfim, fode muita coisa. Mas acredito que essas “regrinhas” nunca sairão de moda por lá.

Beijo, fui.